Terça-feira, 13 de Maio de 2008

O PENSAMENTO E A VONTADE

o pensamento(nosso pão) é o alimento da nossa vontade(chama:desejo).
o pensamento é o nosso coração e deve ter uma tensão normal, nem alta, nem baixa. porque se pensarmos muito vamos sair fora da realidade, perdemos o norte da nossa vontade e nos confundimos. se pensarmos pouco, perdemos a nossa vontade.

se ouvirmos em demasia os outros(mundo), passamos a pensar como os outros e caimos na vontade dos outros. se tivermos cautela não caimos em suas preocupações, e ouvimos só o que é sábio e bom.

se a minha vontade é ter amigos então não posso pensar que tenho inimigos. se eu não quero que nada se intrometa com a minha vontade então não terei nada em meu pensamento que me contrarei. e qual o pai que quererá contrariar o seu filho e tirar-lhe o pão para lhe dar o que não gosta. pois não existe nenhum deus que submeta os seus filho à sua vontade, mas a vontade do pai é que os filhos alimentem a sua vontade e não a do pai, morrendo estes à fome e o pai acumular em seu estômago.

se o mundo me atormenta, então tapo os olhos. se me preocupa, tapo os ouvidos. se me azeda, tapo a boca.

procuro o bom alimento para a minha vontade. se não quero morrer, penso num mundo sem morte, sem oprimir a vontade. se quero ter amigos não posso impor a minha vontade ou razão sobre a deles. se eu penso em matar alguem então iria pôr a condição de morte em meu mundo. se eu penso em roubar a vontade de outro, então viveria num mundo onde poderiam-me roubar a vontade.

 

o mundo é aquilo que fazemos dele, portanto o nosso pensamento é que faz a imagem do mundo e reflecte aquilo que queremos vêr.

se há alguma coisa que me desagrada então retiro do meu pensamento e isto só é possível com muita vigia, já que foi gravado muitas vezes no nosso cérebro e ficou muito marcado(habituação:vício). muitos dos nossos aborrecimentos foram transmitidos por outros e até pelos nossos próprios pais. mas não é preciso fugir de ninguem, porque toda a fraqueza tem a sua solução. podemos criar o paraíso através do nosso pensamento e depois frutificar com sabedoria. ou criar o inferno e infernizarmos a vida com loucura e infernizar os outros.

é preciso vigiar o nosso pensamento, para que a nossa vontade não nos venha azedar a vida.

a vida deve ser um prazer. e o batimento cardíaco do nosso pensamento deve corresponder à força da nossa vontade.

 

já notou que o sua aparência muda conforme seu pensamento? se estiver preocupado, parece mais velho, mais cansado e parece que viu fantasma ou está algum burro para morrer. se pensar em coisas boas está com uma disposição para enfrentar o universo.

já notou quando lhe desagradou alguma coisa lhe disseram ou fizeram, parece que o seu mundo desabou?

passa-se tudo no nosso pensamento e não no exterior.

se lhe disserem alguma coisa que lhe agrade, parece que todo o seu mundo está completo e seguro e apetece-lhe fazer coisas para agradar. mas veja a força de sua vontade, não vá fazer a vontade de outro. a sua vontade é que é o seu sêr e não o que o outro diz. o que o outro diz é o mundo dele, que só ele conhece, se é verdadeiro ou artimanha, se é bom ou mau. cada um prove na sua força de vontade. não vá acontecer como as minhas mulheres, depois vi que azedou e não era bem aquilo a minha vontade. porque não está na imagem que pensamos vêr, ou que ouvimos das promessas de suas bocas, mas no provar. uma união com outras pessoas, só pode valer se corresponder à força da nossa vontade. se ultrapassa, ou diminui, ou não iguala, ou vamos ser dominados(seduzidos) ou vamos dominar(prostituição). já me aconteceu os dois casos, por isso já abri os olhos.

 

aquilo que os meus olhos vêm é o que estou acostumado a vêr. porque o que eu vejo, é interpretado no meu pensamento conforme as matrizes que opero no que vejo, que o ajudam a assimilar e alimentar a minha força de vontade.

aquilo que oiço ou provo é tambem elaborado por matrizes no meu pensamento.

por exemplo, voçê se acostuma a comêr bolos, por causa da sensação que se acostumou dos doces, mas estes podem lhe causar diabetes, o que lhe vai azedar. o doce e o salgado foi um costume muito enraizado, dificil de vigiar. e voçê se habituou a eles. a cerveja é o contrário dos doces, que é amarga e houve quem se habitou a ela e até apanha cirroses. há outros paladares que depois de habituados se tornam apetitosos, mas que ainda não foram experimentados. e muitos vão sendo experimentados, habituados e que depois se tornam gulosos e obcessivos.
portanto, tudo se passa no nosso pensamento. no que vemos, ouvimos, ou provamos, é conforme as matrizes que operamos em factores ou valores. é como na matemática, multiplicamos aquilo por x ou dividimos por y. e pomos na nossa força de vontade(desejo). depois é que vem os frutos, ou a fermentação, ou o processo, que pode dar em azia, ou uma cólica, ou diabetes, ou baixa de tensão(depressão) ou tensão alta(fúria),...

publicado por marterra às 01:17
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